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Castelo de Almourol | Centro de Interpretação Templário

Visitas

Abertura e horário de encerramento do castelo
Preço de entrada no Castelo – 4,00 €

Abertura
1 de maio a 30 de setembro: todos os dias
De 1 de outubro de 30 de abril (encerra à 2.ª feira)
Horário:
1 de novembro a 31 de janeiro:
10h às 13h (última passagem para o Castelo às 12h20)
14h30 às 17h00 (última passagem para o Castelo às 16h40)
Fevereiro: 10h às 13h - 14h30 às 17h30
1 de março a 31 de outubro:
10h às 13h (última passagem para o Castelo às 12h20)
14h30 às 19h00 (última passagem para o Castelo às 18h20)
Nota: Todas as passagens são interrompidas caso não haja segurança de navegação, devido a intempéries, caudal elevado do rio ou por ordem dos responsáveis.
 
 
     
Partidas fluviais do cais de Tancos
Passeio fluvial em embarcação com capacidade para 50 pessoas com embarque no Cais D'El Rei, em Tancos, paragem para visita à ilha e ao castelo, regresso a Tancos e entrada no centro de Interpretação Templário de Almourol (V. N. Barquinha).
Serviço efetuado apenas mediante marcação prévia.
Horário: 3.ª a domingo, com partidas de hora a hora;
1 novembro a 28 fevereiro: 10h às 13h; 14h30 às 17h;
1 março a 31 outubro: 10h às 13h; 14h30 às 19h.
Preços para grupos com marcação prévia:
• Até 5 pessoas: 6,00 €/pax
• De 5 a 14 pessoas (inclusive): 5,50 €/pax
• A partir de 15 pessoas: 4,00 €/pax
Coordenadas GPS: 08º23'56,552''W – 39º27'31,494''N
 
Contactos, reservas e informações
Junta de Freguesia de Tancos
Tel/Fax: 249712094 | Telm: 962625678
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
 
 

         

Partidas fluviais do cais junto ao castelo
Acesso à ilha e ao castelo (entrada no castelo) em embarcações com capacidade para 20 pessoas e entrada no Centro de Interpretação Templário de Almourol.
Horário do castelo
Preço: 4,00 €/pax
Coordenadas GPS: 08º23'02,301''W – 39º27'43,126''N

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
     
Visitas guiadas
Informações e marcação de visitas:
Posto de Turismo
Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha
Largo 1º de Dezembro
2260-403 Vila Nova da Barquinha
Tel.: 249 711 550 | Telm.: 927228354
   

 

Centro de Interpretação Templário

CITA LOGOTIPOÉ o primeiro do género em Portugal. Dispõe de uma sala de exposição permanente, espaço de exposições temporárias e de uma sala de projeção de filmes sobre a temática dos templários. No mesmo edifício funciona também a Biblioteca – Arquivo Templário, que dispõe de um vasto acervo literário dedicado a este tema, fruto das doações de Teresa Furtado e de Manuel J. Gandra.
 
Horário (1 maio a 30 setembro):
- Centro de Interpretação -
Segunda-feira a sexta-feira: 9h00/12h30 - 14h00/17h30
Sábados, domingos e feriados: 10h00/13h00 - 15h00/18h00
- Biblioteca-Arquivo -
Segunda-feira a sexta-feira: 9h00/12h30 - 14h00/17h30
Sábados: 10h00/13h00 - 15h00/18h00
(encerra aos domingos)
 
Horário (1 outubro a 30 abril):
- Centro de Interpretação -
Terça-feira a sexta-feira: 9h00/12h30 - 14h00/17h30
Sábados, domingos e feriados: 10h00/13h00 - 15h00/18h00
(encerra à Segunda-feira)
- Biblioteca-Arquivo -
Terça-feira a sexta-feira: 9h00/12h30 - 14h00/17h30
Sábados: 10h00/13h00 - 15h00/18h00
(encerra ao domingo e segunda-feira)
 

História

castelo de almourol

O mais belo de Portugal

Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.

As origens da ocupação deste local são bastante antigas e, por isso mesmo, enigmáticas. Alguns autores referiram a possibilidade de aqui se ter instalado um primitivo reduto lusitano, ou pré-romano, posteriormente conquistado por estes, e com vagas de ocupação ao longo de toda a Alta Idade Média. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos Templários, que então efectivavam o povoamento entre o Mondego e o Tejo, sendo mesmo os principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe, colocada sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras deu-se em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar, mandada edificar por Gualdim Pais, cuja actividade construtiva à frente da Ordem, nas décadas de 60 e 70 do século XII, foi verdadeiramente surpreendente. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares, adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.

Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal (BARROCA, 2001, p.107). A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.

Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico de medievalidade. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas, sem paralelos na herança patrimonial. Data, desta altura, o coroamento uniforme de merlões e ameias, bem como numerosos outros elementos de índole essencialmente decorativa e muito pouco prática.

No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se, assim, o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.

Fonte: IPPAR

Multimédia

 
 

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Lendas

Lenda de D. Beatriz e o Moiro MP3 icon

Aí pelos séculos IX ou X, era dono do castelo um senhor Godo chamado D. Ramiro, casado e tendo uma filha única de nome Beatriz.
Valoroso soldado era, todavia, rude, orgulhoso e cruel como a maioria dos senhores de sangue gótico. Ao regressar de uma das suas sortidas de guerra e orgulhoso dos seus feitos que em grande parte se cifravam em inúmeras atrocidades encontrou já próximo do Castelo duas moiras, mãe e filha, que embora infiéis reconheceu serem lindas como sua esposa e filha, que deixara em seu solar.
Fatigado da viagem e sedento, D. Ramiro interpelou as moiras para que cedessem a água que a mais jovem transportava na bilha.
Assustada pela figura e tom de voz do feroz cavaleiro, a pequena moira deixou que a bilha se lhe escapasse das mãos e quebrando-se, perdeu o precioso líquido que D. Ramiro tanto desejava.
Encolorizado e cego de raiva, este de pronto enristou a lança e feriu as duas desgraçadas que antes de morrerem, o amaldiçoaram. E porque surgisse entretanto um pequeno moiro de 11 anos, filho e irmão das assassinadas o tornou cativo e trá-lo para o Castelo. Chegado que foi a Almourol o moço viu a mulher e a filha de D. Ramiro e jurou fazer nela a sua vingança.
Passaram anos. A castelã adoece e pouco a pouco se foi definhando até morrer, em resultado do veneno que lhe vinha ministrado o cativo agareno.
O desgosto de evento leva D. Ramiro a procurar na luta contra os infiéis, refrigério para a sua desdita e parte confiando a guarda da sua filha ao jovem mouro, que fizera seu pagem, dada a docilidade e cortesia que o mesmo sempre astuciosamente revelara. Aconteceu, porém, que os dois jovens ignorando as diferenças de condições e de crenças, em breve se enamoraram, paixão contra a qual o mancebo lutou desesperadamente mas em vão, dado que tal amor lhe impedia de consumar a sua vingança.
Mas não há bem que sempre dure e o enlevo e a felicidade dos dois jovens são desfeitos pelo regresso de D. Ramiro que se fazia acompanhar por outro castelão, a quem prometera a mão de sua filha.
O moiro, então alucinado e perdido, contou tudo a Beatriz as crueldades do pai, as promessas de vingança o envenenamento da mãe e a luta que travara entre o amor e o juramento que fizera.
Não se sabe o que se seguiu a esta confissão. Diz entretanto a lenda, que Beatriz e o moiro desapareceram sem que mais houvesse notícias deles. E D. Ramiro, cheio de remorsos e de desgosto morreu, pouco depois, ficando abandonado o Castelo, Conta a lenda que em certas noites de luar se vê o moiro abraçado a D. Beatriz e d: Ramiro a seus pés, a implorar clemência sempre que o moiro solta a palavra “maldição”.
Deste modo o viajante que por ali deambule, não deverá se surpreender se, em certas noites de luar, vir passar por entre as ameias as vestes brancas dos templários com a cruz de sangue sobre o peito de D. Beatriz e o moiro unidos por um abraço eterno. Talvez consiga ouvir mesmo, por entre o rumorejar das águas, os soluços de D. Ramiro.

Lenda de Almorolon MP3 icon

No século XII era senhor de Almorol um emir árabe chamado Almorolon, do qual pretendem alguns que o Castelo tomou o nome.
Nele habitava um moiro com uma filha, formosíssima donzela que adorava.
Quiseram os fados que a bela jovem se enamorasse dum cavaleiro cristão, a tal ponto que a paixão lhe revelou o modo e a arte de o introduzir de noite no Castelo a que se habituara, em repetidas incursões amorosas, franquear a porta deste a companheiros seus que perto embuscados aguardavam.
E assim foi o Castelo traiçoeiramente conquistado. Mas desiludida e triste vitória foi esta, que o emir e sua filha, estreitamente abraçados, lançaram-se das muralhas do castelo ao rio, preferindo tal morte ao cativeiro resultante de tão vi derrota.

Lenda de assalto ao Castelo MP3 icon

Ao Castelo vieram Ter as princesas Miraguarda e Polinarda, com as suas donas e donzelas a que o gigante Palmeirim de Inglaterra deu hospitalidade e as tratou com a maior das atenções ainda que as tivesse suas prisioneiras.
Não tanto pela bela Miraguarda, essa que a natureza fez estremeada de bem parecer e formosura, mas antes pela sua dama Polinarda, Palmeirim tenta raptá-las e salta para a esplanada do castelo.
Mas aì estava o Cavaleiro Triste, vencedor dos maiores campeões daquela época e que era apaixonado por Miraguarda.
Desafiando Palmeirim para um passo de armas, o feriu tendo palmeirim de ser curado das suas feridas em uma vila a 3 Km do Castelo.
Entretanto o Gigante Dramusiando que anteriormente Palmeirim vencera, convertido à fé cristã se fizera seu amigo e companheiro, tendo notícias de grandes forças de Almourol quis medi- las com ele e venceu. Dramusiando ficou então senhor do Castelo e desde então ficou de guarda às princesas, obrando maravilhas de força e valor.

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